Hoje na Economia – 02/09/2026

Hoje na Economia – 02/09/2026

Cenário Internacional

Houve mais ataques entre EUA e Irã durante a noite, o que fez o petróleo chegar a subir 1,5% durante o overnight, mas recentemente o preço do barril tipo Brent está caindo, a US$ 94/barril no caso do tipo Brent.

Membros do ECB, Makhlouf e Nagel, falaram durante a noite e indicaram que o Banco Central Europeu não deve surpreender os mercados, e deve subir juros na próxima reunião de política monetária em 25 pb, mas não deram indicações para movimentos além desse.

O membro mais hawkish do Banco do Japão, Takata, indicou que a alta de juros que o BOJ deve fazer em setembro pode ser maior do que o mercado espera (25 pb) e que as altas de juros podem se tornar mais frequentes.

O banco central da Nova Zelândia (RBNZ) subiu a taxa de juros em 25 pb, como esperado, para 2,25% a.a, mas indicou um caminho futuro menor para os juros, o que faz a moeda do país depreciar.

Hoje saiu o dado de criação de empregos privados (ADP) nos EUA, e ele veio ligeiramente abaixo do esperado (38 mil contra 47 mil). Ainda hoje deve ser divulgado o livro bege do Fed.

 

Cenário Brasil

Ontem saiu o dado do PIB do 2º tri, que veio acima do esperado (0,5% T/T contra 0,4% T/T), mas com composição mostrando diminuição considerável do consumo das famílias, o que ajudou na queda de juros futuros.

Hoje foi divulgada a produção industrial referente a julho. Ela veio abaixo do esperado (+0,2% M/M, contra +0,5% M/M), com a variação mais baixa ocorrendo em especial na indústria extrativa mineral (-1,0% M/M). A indústria de transformação se recuperou apenas parcialmente da queda do último mês (0,5% M/M contra -2,1% M/M). Os dados mais fracos ajudam os juros futuros a caírem novamente hoje.

O noticiário político foi marcado pelo vazamento de conversas telefônicas e mensagens entre Daniel Vorcaro, ex-dono do banco Master, e autoridades da República, em especial envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, além do procurador geral da República, Paulo Gonot, e o diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Apesar da pressão da imprensa, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não deu indicação que vai autorizar o processo de impeachment de Alexandre de Moraes. 

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