Hoje na Economia – 29/04/2020

Hoje na Economia – 29/04/2020

Investidores iniciam os negócios, nesta manhã de quarta-feira, demonstrando maior apetite ao risco. Monitoram as medidas de alívio de restrições impostas para conter a propagação do coronavírus em vários países, como também são estimulados pelos balanços corporativos trimestrais, que tem surpreendido positivamente. A alta dos preços do petróleo e expectativas positivas em relação à decisão de política monetária do Fed também animam os mercados.

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta. O índice regional de ações, MSCI Asia Pacific ex-Japão contabilizou ganho de 0,8%. O bom humor foi alimentado pela percepção de que partes dos EUA e da Europa se preparam para reverter gradualmente as medidas de isolamento adotadas para conter a pandemia do coronavírus. A alta das cotações do petróleo também explica parte do bom desempenho das ações, no dia de hoje. No Japão, feriado nacional manteve a bolsa de Tóquio fechada. Na China o índice Xangai Composto apurou ganho de 0,44%, enquanto o Hang Seng avançou 0,28% em Hong Kong. Na Coreia do Sul, o índice Kospi subiu 0,70% em Seul; o Taiex teve valorização de 1,47% em Taiwan. O dólar é negociado a 106,51 ienes, com a moeda japonesa se valorizando 0,34%, no momento.

As bolsas europeias seguem as asiáticas, operando também em alta, nesta manhã. São estimuladas pelos balanços trimestrais da região que trouxeram resultados acima do esperado pelos analistas. No momento, o índice pan-europeu de ações, STOXX600, registra valorização discreta de 0,15%. Em Londres, o FTSE100 sobe 1,0%; o CAC40 avança tímidos 0,09%; em Frankfurt, o DAX tem ganho de 0,48%. O euro é cotado a US$ 1,0858, com alta de 0,35% diante da moeda americana. Foi divulgado o índice de sentimento econômico da zona do euro, que mede a confiança de setores corporativo e dos consumidores, que mostrou recuo de 94,2 em março para 67 em abril, atingindo o menor nível desde março de 2009.

Os mercados americanos também operam em alta. Os futuros dos principais índices de ações das bolsas de Nova York registram valorizações expressivas: futuro do Dow Jones sobe 0,75%; S&P 500 avança 0,92%; Nasdaq tem alta de 1,14%. Entre os Treasuries, o juro da T-note de 2 anos subia a 0,2014% e o da T-note de 10 anos avançava a 0,6001%. O dólar recua ante as moedas fortes. O índice DXY, que mede o valor do dólar ante uma cesta de outras moedas fortes, recua 0,28%, situando-se em 99,59 pontos. Os investidores, nesta quarta-feira, têm a sua atenção dividida entre os balanços trimestrais que serão divulgados (General Electric; Mastercard; Microsoft; Facebook), as discussões no governo de como retomar atividade após o coronavírus e a reunião de política monetária do Fed. Na agenda econômica, será divulgado o PIB americano do 1º trimestre, que deve mostrar queda de 4,0% em termos anualizados no período, após alta de 2,1% no 4T19.

Os contratos futuros de petróleo operam em alta, nesta manhã. O destaque é o futuro do produto tipo WTI que sobe 14,59%, com o barril sendo negociado a US$ 14,44. Ontem, o Instituto de Petróleo Americano (API) apontou um aumento nos estoques da commodity nos EUA na ordem de 10 milhões de barris na semana passada.

Na agenda doméstica, a FGV divulga o IGP-M de abril que deve se desacelerar em relação à alta de 1,24% registrada em março. Segundo a mediana das projeções do mercado, o IGP-M deve subir 0,83% no mês, acumulando alta de 6,68% em doze meses. O destaque de baixa será a queda dos preços dos combustíveis. O ambiente de menor aversão ao risco deve favorecer os ativos brasileiros no dia de hoje, sem ignorar os riscos decorrentes do instável ambiente político interno. Com o dólar recuando pelo terceiro dia consecutivo, o real pode mostrar ligeira apreciação, enquanto os juros futuros devem se manter em queda.

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