Hoje na Economia – 30/09/2020

Hoje na Economia – 30/09/2020

As principais bolsas internacionais operam em queda nesta manhã de quarta-feira. Mostram a decepção com o debate ocorrido ontem entre o presidente Donald Trump e o candidato democrata Joe Biden. Sem propostas concretas, o debate concentrou-se em ataques pessoais, poucas avaliações sobre o futuro da economia americana e sobraram insinuações quanto à lisura do pleito, onde deve predominar o voto pelo correio. Enquanto isso permanece emperrado no Congresso americano o novo pacote de estímulo fiscal, ao mesmo tempo em que a pandemia de coronavírus avança em várias partes do mundo.

O dólar se valoriza frente às principais moedas, segundo o índice DXY, que se situa em 94,10 pontos, com alta de 0,22%. Os juros dos Treasuries operam sem sinal único, com investidores de olho nas discussões acerca do pacote fiscal no Congresso americano. No momento, o juro pago pelo T-Bond de 10 anos sobe um ponto base, para 0,65% ao ano. Os índices futuros das bolsas de Nova York operam em queda, num sinal que os mercados acionários americanos podem prolongar a fraqueza de ontem. No momento, o futuro do Dow Jones recua -0,96%; S&P 500 cai -1,00%; Nasdaq registra queda de -1,14%. Há a expectativa em relação à divulgação de dados econômicos importantes, como a geração de emprego no setor privado nos EUA em setembro, divulgado pela ADP (consenso: abertura de 650 mil vagas) e a nova leitura do PIB no 2º trimestre, que deve manter a queda de -31,7%, registrada na estimativa anterior.

Na Ásia, as bolsas fecharam sem direcional único. O índice regional de ações MSCI Asia Pacific fechou com queda de -0,5%. Na agenda de indicadores, o índice de gerentes de compras (PMI) oficial da indústria da China subiu de 51,0 em agosto para 51,5 em setembro, acima da previsão de 51,2 dos analistas. O PMI de serviços subiu de 55,2 em agosto a 55,9 em setembro. Já o PMI da indústria chinesa elaborado pelo IHS Markit/Caixin caiu de 53,1 em agosto para 53,0 em setembro (projeções 53,1). Na bolsa de Xangai, o índice Composto fechou em queda de 0,20%, com investidor chinês se preparando para uma semana de feriados, que se inicia amanhã. O índice Hang Seng fechou com ganho de 0,79% em Hong Kong. Bolsa de Seul e de Taiwan não operaram por conta de feriado. No Japão, o índice Nikkei apurou recuo de -1,50%, com queda nas ações do setor financeiro. O iene está estável diante do dólar (-0,01%) cotado a ¥/US$ 105,65.

Na Europa, as bolsas locais operam majoritariamente em queda. O índice pan-europeu de ações, STOXX600, registra queda de -0,44%, no momento. Em Londres, o FTSE100 perde -0,33%; o CAC40 recua -0,73% em Paris; em Frankfurt, o DAX tem queda de -0,81%. O euro se desvaloriza 0,37% ante a moeda americana, sendo cotado a US$ 1,1702, nesta manhã.

No mercado de petróleo, o contrato futuro do produto tipo WTI para novembro é negociado a US$ 38,91/barril, com queda de -0,94%, com investidor preocupado com o aumento da pandemia, reduzindo a demanda pela commodity, e por conta de notícias de retomada na produção da Líbia.

O mau humor externo deve se juntar ao doméstico onde o governo insiste em manter o Renda Cidadã financiado por meios duvidosos em termos de lisura fiscal. A Bovespa de abrir em queda, acompanhando os futuros das bolsas de Nova York. Os juros futuros devem seguir pressionados, enquanto o real deve continuar se desvalorizando diante do dólar, afetado também pelo cenário externo adverso. Na agenda econômica, o IBGE divulga a taxa de desemprego de julho (consenso: 13,7%) e o Caged a criação líquida de empregos formais em agosto (consenso: +215 mil vagas).

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