Hoje na Economia 23/09/2021

Hoje na Economia 23/09/2021

Os mercados internacionais permanecem favoráveis aos ativos de ricos, nesta quinta-feira, com as bolsas operando com expressivas altas, commodities sobem e o dólar recua. Ontem, o Fed, em sua reunião de política monetária, sinalizou a possibilidade de iniciar a redução gradual dos estímulos ainda este ano, muito embora não tenha fechado a porta para estendê-lo por mais algum tempo caso necessário. Investidores continuam acompanhando o noticiário sobre o endividamento da imobiliária chinesa Evergrande, havendo indicações de se estar próximo a uma solução ao problema de liquidez da incorporadora.

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta pela primeira vez em quatro sessões. O índice regional MSCI Asia Pacific valorizou 0,50%, no pregão de hoje. Notícias de que se está chegando a uma solução sobre os problemas de liquidez da imobiliária Evergrande animaram os investidores. Ontem a empresa prometeu honrar o pagamento de juros sobre os bônus que vencem no dia de hoje. Em Hong Kong, na volta de um feriado, as ações da Evergrande subiram 17,62%, depois de chegar a valoriza 32% na abertura dos negócios. O índice Hang Seng subiu 1,19%, graças à recuperação das ações de incorporadoras imobiliárias chinesas lideradas pela Evergrande. Na China, o Xangai Composto subiu 0,38%; o sul-coreano Kospi caiu 0,41%, enquanto o Taiex registrou alta de 0,90% em Taiwan. Bolsa de Tóquio não operou hoje devido ao feriado nacional no Japão. No mercado de moedas, o iene japonês é negociado a ¥109,97/US$, depreciando 0,17%, no momento.

No mercado americano, os juros das Treasuries operam em alta: o yield do T-Bond de 10 anos sobe 3 pontos base para 1,33% ao ano, no momento. O índice DXY do dólar, que mede as variações da moeda americana diante de uma cesta de moedas fortes, recua 0,26%, para 93,21 pontos. No mercado acionário, os futuros das bolsas de Nova York apontam para mais um dia positivo, ampliando os ganhos do pregão de ontem. O índice futuro do Dow Jones registra alta de 0,69%, no momento; S&P 500 valoriza 0,81%; Nasdaq sobe 0,73%. A agenda econômica traz hoje, além da pesquisa sobre os pedidos semanais de auxílio desemprego, a prévia dos índices dos gerentes de compras (PMI) referentes a setembro, que podem mostrar moderação no ritmo de expansão da economia americana.

Os índices preliminares dos gerentes de compras (PMI) de setembro referentes à zona do euro, divulgados nesta manhã, vieram abaixo das expectativas do mercado, mas continuam mostrando atividade em expansão. O PMI composto da zona do euro, englobando os setores da indústria e serviços, recuou de 59 em agosto para 56,1 em setembro, o menor nível em cinco meses. O euro manteve os ganhos ante o dólar, sendo cotado a US$ 1,1722, exibindo valorização de 0,30%, no momento. No mercado de ações, o índice pan-europeu de ações, STOXX600, registra alta de 1,04%. Em Londres, o FTSE100 sobe 0,50%. Em Paris, o CAC40 avança 1,02%, enquanto o DAX valoriza de 1,0% em Frankfurt.

No mercado de commodities, o índice geral de commodity Bloomberg sobe 0,10%, com destaque para minério de ferro e cobre. O contrato futuro do petróleo tipo WTI é negociado a US$ 72,26/barril, com leve alta de 0,04%, nesta manhã.

No mercado brasileiro, os DIs devem se ajustar ao resultado do Copom de ontem, que elevou a Selic para 6,25%, como o esperado, deixando contratado outra elevação igual no encontro de outubro. Mantido o plano de voo do Copom, de altas de 1 ponto, diante da persistência inflacionária, a Selic pode caminhar para patamares entre 8,5% a 9,0%, no final do ciclo. A Bovespa deve operar em alta motivada pelo bom humor externo, enquanto o real deve se apreciar diante da expectativa de uma trajetória de alta para os juros domésticos.

Topo