Hoje na Economia – 27/10/2021

Hoje na Economia – 27/10/2021

Os mercados operam sem direcional definido, nesta manhã, mas com claro viés de baixa. Os investidores se apoiam nos resultados corporativos, que vêm sendo divulgados, para sustentar suas posições. Crescem as preocupações com a evolução dos lucros empresariais diante dos altos custos das matérias primas, crescentes pressões salariais e gargalos na cadeia produtiva, reduzindo as perspectivas de crescimento econômico.

Na Ásia, as principais bolsas da região fecharam em baixa. O índice regional de ações MSCI Asia Pacific fechou o pregão de hoje com baixa de 0,40%, com destaque para a queda nas ações das empresas Tencent, Alibaba e Meituan. O setor de tecnologia também pesou sobre o mercado acionário de Hong Kong, onde o Hang Seng recuou 1,57%. A queda nas ações de tecnologia refletiu a decisão de Washington em banir a empresa chinesa China Telecom de efetuar negócios nos EUA. Pesaram também sobre o sentimento dos investidores da região, os temores de que Pequim tome medidas para tentar estabilizar os preços do carvão no longo prazo, derrubando os papéis do setor. Na China, o índice Xangai Composto caiu 0,98%. No Japão, o índice Nikkei fechou próximo da estabilidade (-0,03%), enquanto o sul-coreano Kospi registrou queda de 0,77% em Seul. Na contramão, em Taiwan, o Taiex apurou valorização de 0,24%, no pregão de hoje.

No mercado americano, o juro dos Treasuries opera sem direção única. O yield do T-bond de 10 anos encontra-se estabilizado em 1,62% ao ano, enquanto o T-Note de 2 anos remunera 0,50% ao ano. O índice DXY do dólar também não define direcional, nesta manhã, flutuando em torno de 93,95 pontos. O euro encontra-se estável no valor de US$ 1,1502/€; a libra é negociada a US$ 1,3725/£, desvalorizando 0,31%. A moeda japonesa é negociada a 113,58¥/US$, ganhando 0,52% ante a moeda americana, nesse dia de menor apetite ao risco. No mercado de ações, os futuros das principais bolsas de Nova York, que operaram em alta ao longo da madrugada, no momento exibem quedas moderadas. O futuro do Dow Jones recua 0,06%; S&P 500 cai 0,10%; Nasdaq zerou os ganhos exibidos até agora, operando em torno da estabilidade. A agenda de hoje traz os balanços da Boeing, GE; Ford, McDonald’s e Coca-Cola, enquanto na esfera da atividade serão conhecidas as encomendas de bens duráveis de setembro.

Na Europa, as bolsas operam majoritariamente no vermelho. O índice pan-europeu de ações, STOXX600 registra queda de 0,32% no momento, devido aos resultados corporativos mistos, recuo nos preços das commodities e preocupações com o crescimento da região. Em Londres, o FTSE100 recua 0,41%; o CAC40 cai 0,43% em Paris; em Frankfurt o DAX desvaloriza 0,54%.

No mercado de commodities, o índice geral de commodity Bloomberg recua 0,99%, nesta manhã, com destaque para as quedas de alumínio, minério de ferro e petróleo. O contrato futuro do petróleo tipo WTI é negociado a US$ 83,26/barril, com queda de 1,74%, no momento.

No âmbito interno, destaque para a reunião do Copom, que deve anunciar a sua decisão no final da tarde (18h30). Após a surpresa com o IPCA-15 que veio acima das projeções do mercado, ganharam força as apostas numa alta mais contundente da Selic no encontro de hoje, como resposta à deterioração das expectativas provocadas pelo furo do teto dos gastos. No mercado as apostas indicam alta entre 1,25pp e 2,0pp para hoje. Na Câmara dos deputados, tenta-se votar a PEC dos precatórios.

Topo