Hoje na Economia – 10/11/2021

Hoje na Economia – 10/11/2021

As preocupações com a inflação e seus impactos sobre o crescimento global colocam os investidores na defensiva, nesta quarta-feira. Na China, a inflação ao consumidor subiu para 1,5% em outubro na comparação anual, batendo as projeções dos analistas. Na Alemanha, a taxa anual da inflação ao consumidor atingiu 4,5% em outubro, o resultado mais alto desde agosto de 1993.

Nesta manhã será conhecida, também, a inflação ao consumidor (CPI) dos EUA, que deverá subir para 5,9% em outubro (5,4% em setembro) na comparação anual, segundo o consenso do mercado. O núcleo do índice (Core CPI) deve atingir 4,3% ante igual mês do ano passado. Enquanto se aguarda pelo dado, o juro pago pela Treasury de 10 anos subiu quatro pontos base, para 1,47% ao ano. O dólar opera em alta frente à cesta de moedas fortes, revertendo a leve perda de ontem. O euro se desvaloriza 0,21%, sendo negociado a US$ 1,1569/€; a libra é cotada a US$ 1,3539/£, perdendo 0,15%; o iene é cotado a 113,15¥/US$ depreciando 0,26%, no momento. Os índices futuros das bolsas de Nova York registram quedas moderadas, nesta manhã: o futuro do Dow Jones recua 0,08%; do S&P 500 perde 0,10%; Nasdaq opera perto da estabilidade.

Na Ásia, a alta da inflação na China assustou os investidores. O índice de preços ao produtor subiu 13,5% em outubro em relação a igual mês de 2020, o mais alto em 26 anos, superando as projeções dos analistas, que previam alta de 12,3%. A alta no atacado já contamina os preços ao consumidor, levantando dúvidas se o banco central da China (PBoC) terá espaço para afrouxar a política monetária para se contrapor a fraqueza mostrada pela segunda maior economia do mundo. As bolsas de ações asiáticas fecharam em baixa. O índice MSCI Pacific registrou queda de 0,20% na sessão desta quarta-feira. Na China, o índice Xangai Composto caiu 0,41%. No Japão, o índice Nikkei recuou 0,61% em Tóquio, enquanto o sul-coreano Kospi perdeu 1,09% em Seul. Contrastando com os mercados da região, o Hang Seng apurou ganho de 0,74% em Hong Kong.

Na Europa, as bolsas operam sem direcional único. Enquanto assimilam as fortes altas da inflação na Alemanha e China, esperam pelo CPI americano, que deve dar o tom para os negócios para hoje. No momento, o índice pan-europeu de ações, STOXX600, exibe alta marginal de 0,05%. Em Londres, o FTSE100 sobe 0,29%; o CAC40 em Paris e o DAX em Frankfurt operam em baixa de -0,11% e -0,10%, respectivamente.

Os contratos futuros de petróleo operam em queda nesta manhã, refletindo possíveis movimentos de realização de lucros, após as altas nas últimas quatro sessões. O contrato futuro do petróleo tipo WTI para dezembro é negociado a US$ 84,01/barril, com queda de 0,19%, no momento.

A agenda econômica doméstica prevê a divulgação do IPCA de outubro, que deve mostrar inflação de 1,06% no mês, acumulando alta de 10,48% na comparação anual. No âmbito político, a Câmara dos Deputados aprovou a PEC-23, dos precatórios, em segundo turno, ontem. A matéria segue agora para o Senado, onde se espera por novas batalhas para aprovação final. Ademais, ontem o STF votou pela suspensão dos pagamentos de emendas do relator, o que deve dificultar as negociações do governo junto ao Congresso. O ambiente de incerteza permanece, sendo desfavorável ao Ibovespa, que deve abrir em ligeira queda, enquanto o real deve se depreciar diante do fortalecimento do dólar no exterior. Os DIs curtos reagirão ao IPCA, enquanto os longos ficarão sujeitos à reação dos Treasuries à inflação americana e aos riscos fiscais.

Topo