Hoje em Economia – 15/10/2019

Hoje em Economia – 15/10/2019

Hoje na Economia

Edição 2361

Investidores mostram-se moderadamente otimistas, nesta manhã, levando as bolsas europeias
e futuros das bolsas norte-americanas a operarem em alta, em meio a dúvidas sobre a
viabilidade de um acordo comercial parcial entre EUA e China. Ontem surgiram noticias de que
a China deseja uma nova rodada de conversas com Washington antes de assinar a chamada
“fase 1” do pacto comercial anunciado pelo Presidente Donald Trump, na semana passada.
Na Ásia, as bolsas locais fecharam sem direcional único. O índice MSCI Asia Pacific fechou o
pregão com alta de 0,6%. Na China, o índice Xangai Composto recuou 0,56%, enquanto o Hang
Seng apurou queda modesta de 0,07%, em Hong Kong. Números mais fracos sobre a inflação
ao produtor da China reforçaram as preocupações sobre o ritmo de crescimento chinês. Os
preços ao produtor (PPI) recuaram 1,2% em setembro na comparação com igual mês de 2018,
após recuarem 0,8% em agosto. Os preços ao consumidor (CPI), por sua vez, subiram 3% na
comparação anual de setembro, ganhando força em relação ao aumento de 2,8% de agosto. A
alta no período deveu-se, exclusivamente, ao aumento da carne de porco, devido a febre suína.
No Japão, o índice Nikkei subiu 1,87%, buscando-se equiparar aos mercados locais após
permanecer fechado na segunda-feira por conta de feriado. O dólar é negociado a 108,27 ienes,
se enfraquecendo ante o valor de 108,39 ienes de ontem à tarde. Na Coreia do Sul, o índice
Kospi apresentou leve ganho de 0,04% em Seul, e o Taiex subiu 0,41% em Taiwan.
Na Europa, bolsas iniciaram o dia operando no azul. O índice pan-europeu de ações, STOXX600,
registra alta de 0,43%, no momento. Investidores aguardam pela reunião definitiva, neste final
de semana, entre o Reino Unido e líderes da União Europeia, que provavelmente determinará o
destino do Brexit, como é conhecido o processo para retirada do país do bloco. Em Londres,
caminhando na contra mão da região, o índice FTSE100 registra queda de 0,19%, no momento.
Em Paris e em Frankfurt, o CAC40 e o DAX operam com altas de 0,59% e 0,55%,
respectivamente. A libra é negociada a US$ 1,2653 de US$ 1,2630 de ontem à tarde. A moeda
comum é cotada a US$ 1,1013 contra US$ 1,1024 do final de segunda-feira.
No mercado americano, deixando um pouco de lado as negociações comerciais entre EUA e
China, o investidor volta sua atenção para a nova temporada de balanços trimestrais. Diversos
balanços serão divulgados hoje, com destaque para JPMorgan, Citigroup e Wells Fargo. Neste
momento, os índices futuros da bolsa de Nova York operam em alta: futuro do Dow Jones sobe
0,45%; S&P 500 ganha 0,46%; Nasdaq tem alta de 0,50%. O juro pago pelo T-Bond de 10
anos encontra-se em 1,6838% ao ano, com recuo de 2,62%. O dólar mostra fracas oscilações
em relação à cesta de moedas fortes. O índice DXY encontra-se me 98,53 pontos, com alta
discreta de 0,08%.
No mercado doméstico a agenda resume-se a aprovação da cessão onerosa e a reforma dos
militares no Congresso. A Bovespa deve abrir em alta, acompanhando a tendência ditada pelos
futuros da bolsa de Nova York, em meio à divulgação dos balanços corporativos americanos do
terceiro trimestre. A curva de juros futuros deverá ser influenciada pela evolução do dólar, que
por sua vez, deve mostrar discretas oscilações conforme sinaliza o comportamento do índice
DXY, nesta manhã.

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