Hoje na Economia – 03/06/2020

Hoje na Economia – 03/06/2020

A abertura dos mercados internacionais sugere mais um dia de fortes altas. Os futuros das bolsas tanto dos EUA como da Europa registram valorizações significativas, no momento. A moeda americana, num cenário de menor aversão ao risco, se deprecia frente às demais moedas e as cotações das principais commodities estão em alta. Investidores permanecem animados com a expectativa de rápida retomada do crescimento econômico global, diante da abertura de importantes economias.

Na Ásia, as bolsas de ações fecharam com altas expressivas. O índice MSCI Asia Pacific registrou valorização de 1,10%. O destaque ficou para a bolsa da Coreia do Sul, onde o índice Kospi subiu 2,87% em Seul. O governo sul-coreano anunciou um terceiro pacote fiscal para estimular a economia, injetando otimismo entre os investidores. No Japão, o índice Nikkei fechou com alta de 1,29% em Tóquio, impulsionado por papeis ligados a petróleo. Em um dia de menor aversão ao risco, a moeda japonesa se desvaloriza 0,07% ante o dólar, que é negociado a 108,75 ienes, no momento. Em Hong Kong, o índice Hang Seng apurou ganho de 1,37%, enquanto em Taiwan, o Taiex avançou 1,73%. Já na China, o índice Xangai Composto fechou com alta discreta de 0,07%.

Na Europa, as bolsas locais operam com altas significativas nesta manhã, à medida que o otimismo com a reabertura econômica deixa em segundo plano as preocupações com a onda de protesto antirracistas nos EUA ou com as tensões entre chineses e americanos. O índice dos gerentes de compras (PMI) composto da zona do euro, englobando os setores da indústria e dos serviços, subiu de 13,6 em abril para 31,9 em maio, superando as projeções do mercado (30,5). A taxa de desemprego da região subiu de 7,1% em março para 7,3% em abril, mas ficou abaixo da previsão dos analistas, de 8%. Esses números favoreceram a moeda única que se valorizou ante o dólar, sendo cotada a US$ 1,1220 no momento, ante US$ 1,1168 de ontem à tarde.

Com o otimismo gerado pela reabertura da economia se sobrepondo as preocupações com a onda de violentos protestos antirracistas, os futuros de ações das bolsas de Nova York operam em alta à semelhança do observado na Europa e na Ásia. O futuro do Dow Jones sobe 0,76%, neste momento; S&P 500 avança 0,54%; Nasdaq se valoriza 0,41%. Entre os Treasuries, o rendimento da T-Note de 10 anos subiu a 0,709%, enquanto do T-Note de 2 anos recuava para 0,168%. O dólar, por sua vez, mantém sua trajetória de queda diante das principais moedas, atingindo um dos menores níveis desde março. O índice DXY da moeda americana encontra-se em 97,41 pontos, recuando 0,27%, nesta manhã. Hoje será divulgado a folha de pagamento do setor privado americano de maio, apurado pela ADP, que deve mostrar fechamento líquido de 9 milhões de empregos, segundo a mediana das projeções do mercado.

Os contratos futuros de petróleo mostram fortes valorizações à medida que se espera que a Opep e produtores independentes (Opep+) decidam estender seu acordo para corte de produção coletiva, durante a reunião de amanhã. Neste momento, o contrato futuro de petróleo tipo WTI, para julho, é negociado a US$ 37,45/barril, com alta de 1,74%.

No Brasil, o IBGE divulga às 9hs a produção industrial de abril, que deve mostrar o forte impacto das medidas de isolamento social. Segundo as projeções do mercado, a produção deve cair 28,3% em relação a março e 36,2% se comparada a igual mês do ano passado. Foi divulgado o IPC-Fipe de maio, que apurou deflação de 0,24% no mês, vindo acima das projeções do mercado que previam queda de 0,30%. Esses indicadores devem favorecer o fechamento dos juros futuros curtos, com aposta de corte de 0,75 pp na Selic no próximo Copom. Os vértices longos da curva devem fechar por conta da dinâmica favorável ao risco que prevalece no dia de hoje. A Bovespa deve abrir em alta, seguindo os futuros americanos.

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