Hoje na Economia – 17/01/2022

Hoje na Economia – 17/01/2022

Os investidores tocam os negócios repercutindo os dados econômicos divulgados na China, em meio ao feriado nos EUA, o que limita a liquidez nos mercados, nesta segunda-feira. O PIB da China cresceu 8,1% em 2021, acelerando em relação à alta de 2,2% em 2020, mas não escondeu a perda de ímpeto do final do ano passado. O PIB do 4º trimestre cresceu apenas 4,0% na comparação com igual período do ano anterior, acima da previsão do mercado de 3,8%, mas abaixo dos 4,9% registrados no 3º trimestre. A produção industrial avançou de 3,8% a/a em novembro para 4,3% m/m em dezembro, enquanto as vendas do comércio, afetadas pelos surtos de covid-19, cresceram 1,7% a/a em dezembro, recuando ante a alta de 3,9% de novembro. Buscando estimular a economia, o banco central chinês (PBoC) reduziu os juros para empréstimos de médio prazo, pela primeira vez desde abril de 2020, como também reduziu a taxa de juros das operações de curtíssimo prazo (repos) e injetou cerca de US$ 110,19 bilhões no mercado financeiro.

As bolsas de Ásia fecharam sem direção única no pregão de hoje, com os dados econômicos divulgados na China confirmarem o enfraquecimento da segunda maior economia do mundo, levando o governo chinês a adotar de imediato, novas medidas de estímulo monetário. O índice regional de ações, MSCI Asia Pacific, apurou queda de 0,30% na sessão de hoje. Na China, o índice Composto de Xangai subiu 0,58%, com investidores assimilando os dados chineses sem surpresas. No Japão, o índice Nikkei valorizou 0,74% em Tóquio, enquanto o Hang Seng caiu 0,68% em Hong Kong. Em Taiwan, o índice Taiex avançou 0,66% em Taiwan; o sul-coreano Kospi registrou queda de 1,09% em Seul.

Na Europa, as bolsas operam majoritariamente em alta. Operando com liquidez mais reduzida devido ao feriado nos EUA, o índice pan-europeu de ações, STOXX600, registra alta de 0,47%, nesta manhã. Em Londres, o FTSE100 sobe 0,67%; o CAC40 avança 0,56% em Paris; em Frankfurt, o DAX valoriza 0,38%.

No mercado americano os mercados de treasuries e de ações à vista não operarão por conta do feriado de Martin Luther King. O índice DXY do dólar, que mede as variações da moeda americana frente a outras seis divisas fortes, opera com ligeira queda, no momento. O índice situa-se 95,07 pontos, recuando 0,10%. O euro se valoriza 0,16%, cotado a US$ 1,1429/€, enquanto a libra flutua em torno de US$ 1,3675/£. Os futuros dos índices Dow Jones e S&P 500 exibem altas modestas: +0,03% e +0,04%, respectivamente, nesta manhã.

Os contratos futuros de petróleo operam em alta nesta manhã, dando sequência aos ganhos das sessões anteriores, sustentado por restrições de oferta e preocupações com as crescentes tensões entre Rússia e Ucrânia. No momento, o futuro do petróleo tipo WTI é negociado a US$ 83,86/barril, com alta modesta de 0,06%.

Os ativos domésticos poderão se beneficiar das notícias da China, que cortou os juros e mostrou indicadores em linha com as expectativas dos analistas. O cenário político doméstico, no entanto, deve manter os investidores na defensiva. Questões como a ameaça de paralisação dos servidores públicos por reajuste salarial e o recrudescimento da pandemia pesam sobre o sentimento dos investidores, em meio aos riscos políticos eleitorais. Estímulos na China devem dar suporte às commodities, o que deve favorecer o Ibovespa, nesta segunda-feira. A curva de juros futuros deve se manter relativamente estável, sem a referência dos treasuries no dia de hoje, enquanto o dólar pode subir diante das incertezas do ambiente político.

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