Hoje na Economia – 24/08/2020

Hoje na Economia – 24/08/2020

A semana começa favorável aos ativos de risco. Notícias de avanços nas pesquisas sobre o desenvolvimento de vacinas contra o coronavírus e sinais de retomada das conversações entre EUA e China animam os investidores, nesta segunda-feira. Segundo notícias veiculadas na imprensa, o governo do presidente Donald Trump está considerando acelerar o processo de aprovação de uma vacina experimental contra a covid-19 desenvolvida no Reino Unido, para que seja usada nos EUA antes da eleição presidencial em novembro.

Na Ásia, as bolsas da região fecharam majoritariamente em alta, favorecidas por rumores da reaproximação entre americanos e chineses, afastando os riscos de um rompimento que pudesse colocar em risco o acordo comercial em curso. O índice regional de ações, MSCI Asia Pacific fechou o dia com ganho de 0,80%. Na China, entraram em vigor normas de mercado para fortalecer o setor de tecnologia local. O índice Xangai Composto subiu 0,15%. No Japão, o índice Nikkei avançou 0,28% em Tóquio. O Hang Seng subiu 1,74% em Hong Kong; o sul-coreano Kospi se valorizou 1,10% em Seul. O Taiex registrou ganho de 0,31% em Taiwan. O dólar é negociado a 105,76 ienes, de 105,82 ienes do final de sexta-feira.

No mercado americano, as notícias sobre a proximidade de obtenção de um tratamento definitivo para a covid-19 sustentam a alta dos índices futuros das bolsas de Nova York, nesta manhã, apontando para uma abertura positiva para o mercado à vista. O índice futuro do Dow Jones sobe 0,75% no momento; S&P 500 avança 0,68%; Nasdaq se valoriza 0,93%. O rendimento pago pelo T-Note de 10 anos oscila em torno de 0,64% ao ano. O índice DXY do dólar, que mede as variações da moeda americana frente a outras seis divisas fortes, opera com queda de 0,23% nesta manhã, situando-se em 93,03 pontos. Investidores aguardam o início do simpósio sobre economia, patrocinado pelo Fed em Jackson Hole na quinta-feira, onde um dos destaques será o pronunciamento de Jerome Powell, presidente do Fed, que poderá trazer maiores indicações sobre os rumos da política monetária americana.

Na Europa, as bolsas da região abriram em forte alta, animadas sobre as possibilidades de obtenção de uma vacina contra o covid-19 nos próximos meses, deixando em segundo plano o avanço das infecções por coronavírus em vários países da região. O índice pan-europeu de ações, STOXX600, se valoriza 1,75%, nesta manhã. Em Londres, o FTSE100 sobe 1,82%; o CAC40 tem ganho de 2,26% em Paris; em Frankfurt ao DAX avança 2,35%. O euro é negociado a US$ 1,1830, se valorizando 0,28%.

Os contratos futuros de petróleo operam em alta, nesta manhã, com investidores acompanhando a evolução de duas tempestades tropicais na região do Golfo do México. O futuro do petróleo tipo WTI, para outubro, é negociado a US$ 42,60/barril, com alta de 0,61%.

No mercado doméstico, a cautela deve prevalecer diante das incertezas fiscais. Nesta semana, o governo deverá anunciar um pacote econômico – denominado de Big Band – que deverá abarcar um programa ambicioso de transferência de renda (Renda Brasil), corte de despesas, obras públicas, estímulo ao emprego e privatizações. A cautela deve prevalecer, o que pode manter a Bovespa flutuando em torno dos 100 mil pontos, podendo se favorecido pelo ambiente externo mais positivo. O câmbio e juros futuros devem permanecer voláteis, enquanto não se tiver uma definição do orçamento fiscal e de sua viabilidade com medidas capazes de sustentar o teto dos gastos em 2021.

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