Hoje na Economia – 29/03/2023

Hoje na Economia – 29/03/2023

Economia Internacional

Nos EUA, o índice de confiança do consumidor do Conference Board referente a março veio mais alto do que o esperado pela mediana das projeções de mercado (104,2 vs. 101,0) e avançou em comparação ao dado anterior (103,4), puxado pela alta no componente de expectativas. A sondagem industrial do Fed de Richmond manteve-se em campo negativo em março (-5), mas subiu em relação ao dado anterior (-16) e ficou acima do esperado pelos analistas (-10). O índice FHFA de preços de casas registrou alta de 0,2% M/M em janeiro, superior à expectativa do mercado de queda de 0,3% M/M. O saldo da balança comercial de fevereiro foi de US$ -91,63 bilhões, ante déficit esperado de US$ -90 bilhões.

Na Zona do Euro, os discursos de membros do Banco Central Europeu (ECB) seguem com tom hawkish. Kazimir enfatizou que o ciclo de aperto monetário deve continuar, enquanto Lane sinalizou que novas altas de juros serão necessárias de acordo com o cenário base. Na Alemanha, o índice GFK de confiança do consumidor para o mês de abril permaneceu em território negativo (-29,5), em linha com o esperado pelos analistas e marginalmente superior ao dado anterior (-30,6).

No Japão, o novo vice-governador do Banco Central japonês (BoJ), Shinichi Uchida, admitiu a possibilidade de alterações na política de controle da curva de juros, caso o panorama macroeconômico demande novos estímulos.

Hoje a agenda global tende a ficar relativamente esvaziada. Saem as vendas pendentes de casas nos EUA em fevereiro, e membros do Fed e do ECB devem discursar.

Economia Nacional

No âmbito local, as notas de operações de crédito referentes a fevereiro, divulgadas pelo Banco Central nesta manhã, mostraram queda de 0,1% M/M no volume total de crédito no Sistema Financeiro Nacional (SFN), de R$ 5,322 bilhões para R$ 5,319 bilhões, ligeiramente abaixo do esperado pela mediana das expectativas de mercado. As concessões nominais foram de R$ 421,9 bilhões no mês, recuando 2,2% em relação ao dado anterior. A taxa de inadimplência manteve-se estável em 6,1%.

O índice de Confiança da Indústria da FGV para março avançou 2,4 pontos, de 92 para 94,4, maior número desde outubro de 2022, refletindo melhora nas expectativas da produção industrial à frente.

Para hoje, a agenda doméstica ainda conta com a divulgação do Relatório Mensal da Dívida Pública de fevereiro, do fluxo cambial semanal e do CAGED, que deve mostrar criação de 170 mil postos de trabalho formais em fevereiro. No front político, os mercados monitoram o noticiário associado à apresentação do novo arcabouço fiscal.

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