Hoje na Economia – 30/04/2026
Cenário Internacional
Ontem, o Fed manteve as taxas de juros dos Estados Unidos inalteradas, conforme esperado. A decisão, contudo, ocorreu de forma dividida, por 8 votos a 4: Stephen Miran votou por um corte de juros, enquanto três membros se posicionaram contra a sinalização de flexibilização monetária adiante.
Em paralelo, Jerome Powell, atual presidente do Fed, anunciou que permanecerá como diretor do banco central americano após o término de seu mandato na presidência, previsto para meados de maio.
Nos dados divulgados durante a madrugada, no Japão, a produção industrial recuou 0,5% M/M em março, enquanto as vendas no varejo avançaram 1,3% M/M. Já na Zona do Euro, o CPI (Consumer Price Index) de abril registrou alta de 3,0% A/A no índice cheio e de 2,2% A/A no núcleo, ambos em linha com o consenso de mercado.
Ainda hoje, o ECB (Banco Central Europeu) divulgou sua decisão de política monetária, mantendo os juros estáveis em 2,0%, como esperado. No comunicado, a autoridade destacou aumento dos riscos altistas para a inflação e baixistas para o crescimento, reforçando que as próximas decisões seguirão dependentes dos dados e avaliadas reunião a reunião.
No Reino Unido, também foi anunciada a decisão de política monetária, com manutenção da taxa de juros em 3,75%.
Nos EUA, foi divulgado o PIB do primeiro trimestre de 2026, com crescimento de 2,0%, abaixo da mediana de mercado de 2,3%.
Cenário Brasil
Ontem, o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal), em votação de 42 votos contrários e 34 favoráveis. O episódio tende a ampliar tensões institucionais entre Executivo e Legislativo, segundo avaliações da imprensa.
Ontem, o Copom (Comitê de Política Monetária) reduziu a taxa Selic em 25 bps, em linha com a expectativa da SulAmérica Investimentos. O modelo da autoridade monetária apontou projeção de IPCA de 3,5% no horizonte relevante e apresentou elementos hawkish e dovish.
Hoje foi divulgada a PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) de março, que mostrou alta da taxa de desemprego para 6,1%, em linha com as expectativas de mercado.