Hoje na Economia – 02/03/2020

Hoje na Economia – 02/03/2020

Bolsas internacionais e futuros de ações americanos abrem em forte alta, nesta manhã de segunda-feira, impulsionados pela expectativa de que os principais bancos centrais do mundo deverão adotar medidas estimulativas que atenuem os efeitos da epidemia do coronavírus sobre a economia global. Tanto os Fed quanto ao Banco do Japão (BoJ) mostram-se dispostos a adotar novas medidas de estímulo, no curto prazo.

As bolsas da Ásia fecharam majoritariamente em alta, com ganhos particularmente acentuados dos mercados chineses. Expectativas de novas medidas de afrouxamento monetário favoreceu o bom desempenho das bolsas da região, O principal índice acionário chinês, Xangai Composto subiu 3,15%. Essa alta, que ajudou reduzir parte das perdas do pregão anterior, veio em meio a especulações de que o PBoC (o banco central do país) deverá intensificar esforços de estimular a economia chinesa, muito afetada pela disseminação do coronavírus. Segundo a IHS Markit/Caixin, o índice de gerentes de compras (PMI) industrial da China recuou de 51,1% em janeiro para 40,3 em fevereiro. O PMI industrial oficial recuou de 50 para 35,7, no mesmo período. No Japão, onde o BoJ, banco central japonês, também mostrou disposição para reagir aos efeitos do coronavírus sobre a economia, o índice Nikkei se valorizou 0,95% em Tóquio. Em Hong Kong, o Hang Seng teve ganho de 0,62%; o sul-coreano Kospi subiu 0,78% em Seul; o Taiex caiu 1,08% em Taiwan, sendo a exceção da região. No mercado de moedas, o dólar é negociado a 107,83 ienes, recuando ante o valor de 108,07 ienes de sexta-feira à tarde.

O mercado acionário europeu também opera em alta, nesta manhã. O índice pan-europeu de ações, STOXX600, tem ganho de 0,51%, no momento. Em Londres, o FTSE100 sobe 1,34%; o CAC40 avança 0,28% em Paris. Em Frankfurt, o DAX caminha na contramão da região, operando com ligeira queda de 0,09%. O euro troca de mão a US$ 1,1081, contra US$ 1,1030 do final de sexta-feira.

Os índices futuros das bolsas de Nova York operam em alta, nesta manhã, sugerindo que os mercados à vista vão tentar se recuperar, após encerrarem a pior semana desde outubro de 2008. A melhora do humor veio após o presidente do Fed, Jerome Powell, afirmar que está monitorando os efeitos da epidemia sobre a economia americana, que agirá apropriadamente para sustentar o crescimento americano. Powell deixou a porta aberta para possível corte dos juros nas próximas reuniões. No momento, no mercado futuro, o Dow Jones sobe 0,73%; S&P 500 avança 0,61%; Nasdaq se valoriza 1,05%. O índice DXY, que mede o dólar ante outras divisas principais, perde força, diante da possibilidade de o Fed cortar os juros. O índice encontra-se em 97,85 pontos, com queda de 0,29%. O juro pago pelo T-Bond de 10 anos mantém sua trajetória em direção a 1%, encontrando-se em 1,093% neste momento, com queda de 4,84%. Na agenda econômica, será divulgado o índice dos gerentes de oferta (ISM) industrial, que deverá recuar de 50,9 em janeiro para 50,5 em fevereiro, segundo o consenso do mercado.

Os futuros de petróleo operam em alta em meio a expectativas de que a Opep intensifique os cortes em sua produção e que grandes bancos centrais tomem medidas para impedir uma desaceleração mais forte da economia mundial por conta do coronavírus. No momento, o contrato futuro do petróleo tipo WTI para entrega em abril subia 3,04%, negociado a US$ 46,13/barril.

O otimismo que move as bolsas internacionais, nesta manhã, estimulado pela expectativa de ações dos principais BCs mundiais para impedir a desaceleração da economia global, deve favorecer a Bovespa, que deve acompanhar as indicações do mercado europeu e dos futuros de ações americanos. Nesse ambiente, a taxa de câmbio deve recuperar parte do terreno perdido nos últimos dias, favorecendo o recuo dos juros futuros.

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