The stock markets are up this morning, for reasons that go from the expectation of the adoption of stimuli to the European economy to the reduced tension in Ukraine.
Edição 1106
03/09/2014
Mercados operam em alta nesta manhã, motivados por fatos que vão desde a expectativa de adoção de estímulos à economia europeia, passando pelos bons números sobre a atividade industrial americana, divulgados ontem, como também pela redução das tensões na Ucrânia, decorrente de uma trégua acordada com a Rússia.
Na Europa, os indicadores de gerente de compras (PMI) do setor de serviços referentes a agosto, divulgados pela Markit, decepcionaram as previsões dos analistas, reforçando o quadro de enfraquecimento da economia europeia. Isso estimula apostas na adoção de medidas de afrouxamento monetário, que podem ser anunciadas pelo Banco Central Europeu na reunião de amanhã. O euro se fortaleceu frente ao dólar, sendo negociado a US$ 1,3150, nesta manhã, contra US$ 1,3136 de ontem à tarde. O índice de ações pan-europeu, STOXX600, registra alta de 0,80% no momento. Londres sobe 0,73%. Paris ganha 1,15% e Frankfurt valoriza 1,23%. Esses resultados também refletem o otimismo que cerca o cessar fogo entre Rússia e Ucrânia, na expectativa de um acordo que coloque um fim no conflito.
Nos Estados Unidos, os preços das treasuries estão em baixa, elevando o juro pago pelo T-Bond de 10 anos para 2,46% ao ano, decorrente de apostas que a avaliação das economias regionais contidas no Bege Book do Fed mostrará crescimento forte o suficiente para acalorar os debates sobre o momento em que o Fed deverá começar a apertar a política monetária americana. Os futuros das principais bolsas americanas operam em alta: S&P +0,40% e D&J +0,42%.
Na Ásia, sinais de que a economia americana ganha força e indicações de que o setor de serviço chinês voltou a crescer forte, ambos os fatos favoráveis ao setor exportador da região, impulsionaram os mercados de ações, levando o índice MSCI Asia Pacific a encerrar o pregão de hoje com valorização de 0,7%. No Japão, a reforma ministerial promovida pelo primeiro ministro Shinzo Abe agradou o mercado, levando o índice Nikkei a fechar o dia com ganho de 0,38%. O dólar se valorizou frente à moeda japonesa, sendo cotado a 105,07 ienes, nesta manhã, contra 104,97 no final da tarde de ontem. Na China, a bolsa Xangai subiu 1,0%, impulsionada pelo avanço do setor de serviço, captado pelo PMI-serviços divulgado pelo HSBC que atingiu 54,1 em agosto, contra 50,0 em julho. Em Hong Kong, bolsa local fechou com valorização de 2,30%.
No mercado de petróleo, o produto tipo WTI é negociado a US$ 93,75/barril, com ganho de 0,94%. Entre as principais commodities, agrícolas perdem 0,71% e metálicas recuam 0,12%, no momento.
O principal evento na agenda doméstica é o encerramento da reunião do Copom, que deverá manter a taxa Selic estável em 11%, conforme o consenso do mercado. Interesse maior cerca o comunicado a ser divulgado no final do encontro, que poderá trazer algum sinal sobre os próximos movimentos da política montaria. A divulgação do Livro Bege nos EUA e a expectativa quanto aopayroll na sexta-feira devem ter impactos sobre o valor global do dólar. Quanto à Bovespa, continuará sendo influenciada pelas apostas que a pesquisa eleitoral, que o Ibope divulga hoje às 18hs, traga Marina na liderança do primeiro turno das eleições.